segunda-feira, 14 de novembro de 2011

São apenas escolhas

Cada segundo que eu passo aqui é como se não existisse mais esperança.

Sufoco-me entre tantos pensamentos. Palavras dispersas. Olhares distantes.

Minhas mãos tremulas não conseguem se apoiar em nada. A queda é inevitável.

Como me arrependo da escolha que fiz! Questão de minutos e eu não passaria por isso.

Agora só me resta respirar fundo e esperar.

A temperatura vai aumentando. Onde eu estou?

É um ciclo, sempre assim. Idas e vindas. Para e recomeça.

O tempo parece não passar. Sentir uma brisa? Nem pensar.

Um ponto distante prende minha atenção. Me perco numa pista que parece rodar cada vez mais rápida. Por um simples buraco consigo ver.

̶  De hoje em diante nunca mais vou perder a hora e pegar um maldito ônibus lotado. E ainda por cima esburacado!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Insônia

Já é noite. As horas passaram rápido demais hoje. Não só hoje, ultimamente tem sido assim.

Me deito para enfim ter o merecido sono, depois de um dia desgastante e cheio de informações. Mas é estranho: não consigo me desligar.

Mesmo deitada e já passando por horas adiantadas, minha cabeça não para... É cada detalhe do que passou que agora consigo ver. Me perco nos pensamentos que antigamente não ocupavam tanto espaço, tanto tempo...

São olhares, palavras, gestos e silêncios que acabam infernizando meus dias e minhas noites...

Eu só queria no fim do dia poder deitar, ver tudo que aconteceu como um filme rápido e poder descarregá-lo.

Começo a contar carneiros, mas isso não está ajudando. Conto de 300 a zero, isso também não melhora.
Enfim, cansada de esperar por uma mudança, olho para o meu teto. Imagino um céu e nele vou contando estrelas e planetas. Dou nomes, dou cores e formatos. É o meu próprio universo que começa a se formar.
Imagino conversas. Dou risadas sozinha. E tudo que aconteceu durante o dia me ajuda a montar as histórias das minhas próprias estrelas. As estrelas do meu céu particular.
Já é quase hora de levantar. O sono finalmente dá sinais de presença. Agora sim.
E com o amanhecer meu céu vai se deitar.