Venho descobrindo um vazio por dentro que antes não existia,
mas hoje se entranha em minha carne e me sufoca.
Em lembrança subo as escadas em direção ao telhado
e olho as estrelas que já observei antes.
Em outra época, mais feliz.
Pergunto a mim e a elas:
O que estou fazendo?
O tempo me escapa e no fim estou vivendo o começo novamente.
Como cheguei aqui?
Em que momento a estrada se perdeu?
E por que fico presa nessa encruzilhada?
Um dia meu sorriso foi a coisa mais importante.
Hoje é apenas preto e branco, desbotado.
E passar esse batom vermelho pode resolver por algumas horas.
Mas sempre acabo voltando ao velho telhado.