segunda-feira, 12 de março de 2012

Feito o vento





São tantas cores.
Tantas coisas.
Que me perco.

São tantas vozes.
Tantos olhares.
Que não sei para onde seguir.

E olhando daqui, não sou aquilo que deveria ser.
E bate um medo.
Medo de não ser aquilo que eu queria ser.

Mas são tantas cores!
Tantos sons!
Para onde devo ir?

Da minha janela eu vejo um mundo...
E sinto o vento...
E vejo pássaros!
A! O que eu queria mesmo era voar...
Voar como o vento.
Sobre as planícies, sobre as águas.
Tocar com a ponta dos dedos a superfície de um lago e ver se formar pequenos círculos.

O que eu queria mesmo era voar...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Verde pra que te quero

Líquido que queima por dentro.

Gota que alucina.

Para alguns vindo dos céus, para outros saído do inferno.

Miragem, imagem que voa, que encanta.

Brilho que corrói a mente e enaltece as sensações.

Objeto de desejo de séculos, santificado por legiões de devotos.

Filhos de um ideal, em que o que importa é a liberdade, a beleza, a verdade e o amor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Ê dia!

Sabe aquela frase: Bonzinho só se fode (com o perdão da palavra), ela se repete e se confirma cada vez mais.

Você faz tudo certo, ajuda quem precisa, dá carinho aos que se gosta, e ainda assim volta e meia é acotovelado, ou na maioria das vezes, leva um empurrão mesmo!

Você paga suas contas, escuta, conversa e tira dúvidas de quem necessita, e no fim nem um “obrigado”. Apenas um “não fez mais do que sua obrigação”.

Você pensa antes de falar, analisa as possibilidades, tenta dar o melhor de si (achando que vai agradar), e no fim escuta que não é o suficiente. Pior, ainda escuta que tem gente que faz melhor.

Caramba!

Está cada vez mais raro ver compreensão. Sem contar que respeito, consideração e educação estão em falta no mercado.

Você passa e dá bom dia. O que se tem em troca? Um  tapa na cara ou aquela indiferença desnecessária.

São milhares de pessoas em volta e você ali: tão solitário.

Um sorriso então? Nem pensar! Dizem: para que ser tão simpático, você nem conhece.

O problema do mundo é que hoje só se olha para o próprio umbigo e os outros que se lasquem.  ̶  Eu consigo fazer tudo sozinho mesmo!

Está cansativo.

Alguns poucos ainda tentam, mas a maré vem de frente e te joga longe. Você quase nem lembra mais o que estava fazendo (é aquela tal de amnésia momentânea, causada pela decepção).

Amanhã? Relaxa amanhã é outro dia!

Amigo, vou te dar um conselho: Bonzinho só se fode.